1. A Evolução de Jesus em “Linha Reta”

      Não trataríamos aqui de semelhante assunto, se a tese defendida por Emmanuel não estivesse sendo colocada em questão por alguns articulistas. Temos bom-senso suficiente para saber que especular sobre a evolução de Jesus Cristo seria o mesmo que um batráquio cogitar da evolução de uma estrela. Não obstante, com todo o respeito, gente há que se atreve a coaxar e, o que é pior, escudando-se em Kardec.
      Em “O Consolador”, respondendo à questão 243, escreveu Emmanuel: “Todas as entidades espirituais encarnadas no orbe terrestre são espíritos que se resgatam ou aprendem nas experiências humanas, após as quedas do passado, COM EXCEÇÃO DE JESUS-CRISTO, FUNDAMENTO DE TODA VERDADE NESTE MUNDO, CUJA EVOLUÇÃO SE VERIFICOU EM LINHA RETA PARA DEUS...”
      Emmanuel, como coaxam os referidos companheiros, não está contrariando a Codificação: eles é que precisam estudar um pouquinho mais...
      Senão, vejamos. Em “O Livro dos Espíritos”, questões 120 e 124, fica mais do que claro. Permitam-nos transcrevê-las na íntegra.
      “120. Todos os espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem?
      “NÃO PELA FIEIRA DO MAL, MAS PELA DA IGNORÂNCIA”.

      “124. UMA VEZ QUE HÁ ESPÍRITOS QUE, DESDE O PRINCÍPIO, SEGUEM O CAMINHO DO BEM ABSOLUTO E OUTROS O DO MAL ABSOLUTO, haverá, talvez, gradações entre esses dois extremos?
      “Sim, certamente, e constituem a grande maioria”.

      Nenhum malabarismo intelectual, na interpretação dos textos acima, é possível. Os Espíritos foram claros e Kardec também. Seria um absurdo que o espírito, em sua trajetória evolutiva, necessitasse errar. Isto seria consagrar a fatalidade do mal! Obrigado ao erro, o espírito não seria chamado a responder por ele e, consequentemente, o carma não se engendraria.
      Mas vamos adiante. Na realidade, quem está a contestar Emmanuel em semelhante tese, além de estar batendo de frente com Kardec, igualmente contraria nada mais, nada menos, que a João, o Evangelista, no clássico “Roma e o Evangelho”, de D. José amigo y Pellícer, editado pela FEB. Em mensagem mediúnica em Lérida, na Espanha, no “Circulo Cristiano-Espiritista”, em março de 1874, escreveu o “discípulo amado”, na 28ª coletânea, mas propriamente no capitulo XIV: “Ninguém foi, nem será igual ao Filho, por que ele foi sempre o cumprimento da lei, SEM NUNCA INFRIGI-LA”.
      Para os que não querem aceitar, maiores subsídios seriam desnecessários. Continuarão negando, arranjando um pretexto para criticar a Obra Mediúnica de Chico Xavier. No fundo, é o que eles pretendem. Muitos, sem que o saibam, estão a serviço das Trevas.
      De nossa parte, para não nos estendermos em excesso, resumimos: a revelação de que o espírito pode evoluir em “linha reta” para Deus não é de Emmanuel: está na Codificação e, ainda, em “Roma e o Evangelho”, obra referendada pela FEB. Muitos, por certo, dirão que a FEB também referenda Roustaing. Raciocinando por tal prisma, questionar-se-á todos os livros que ela edita e, se assim for, é melhor “fechar para balanço”...
      Para nós, do “JORNAL DA MEDIUNIDADE”, a palavra lúcida de Emmanuel, através da autoridade mediúnica de Chico Xavier, basta por si. Foram 75 Anos de Abençoado Apostolado! Não iremos permitir agora que o oportunismo das Trevas, pela invigilância e falta de conhecimento de alguns companheiros, valendo-se da ausência física do Médium, em nosso Plano, venha a “fazer festa”. Alto lá! Se querem criticar Emmanuel na aludida questão, critiquem primeiro o Codificador. Desmintam “O Livro dos Espíritos”, no que Kardec escreveu, se forem capazes. E, quando afirmamos que a Obra Mediúnica de Chico Xavier conta com inimigos dentro da própria Doutrina, ainda há quem diga que estamos exagerando...

(Artigo extraído do "JORNAL DA MEDIUNIDADE" - Uberaba (MG))



resolução de vídeo sugerida: 800 x 600 px / High Color (16 bits) - Copyright © 2000-2013